terça-feira, 10 de maio de 2022

Dia 9 - Bucara à noite - Sting: os Tajiques também amam os seus filhos

 Com reserva num restaurante local com vista sobre a Praça de Reguistão, sigo para lá sem saber bem o que iria encontrar em termos de comida ou ambiente.

O terraço onde fico sentado comporta umas cinquenta pessoas, mas só nos encontramos quatro pessoas a jantar, apesar de ser sábado à noite.

Debruço-me sobre o varandim, por assim dizer, e aprecio a ambiência, o ar que respiro e o que me rodeia.

Ouvem-se claramente as preces da última oração do dia pelo sistema de som da mesquita que referi na crónica anterior ao almoço.

Perante mim, uma tranquilidade imensa.

Vejo algumas crianças a brincar na praça. De repente, um balão cruza o meu campo de visão com o minarete iluminado por trás. Se a criança chora pelo balão perdido, estou demasiado longe da praça para ouvi-lo.

Chega a comida servida em pratos cuidados, mas sem gourmetzices. Saborosa, equilibrada, é o acompanhamento perfeito para a noite de verão de que usufruo.

À medida que a refeição se prolonga, a praça enche-se cada vez com mais gente. Se não soubesse que era Ramadão e as preces se ouvissem, não diria que era Ramadão.

E aí percebi verdadeiramente algo. Efectivamente, mais do que uma sociedade laica, é uma sociedade feliz e tolerante. Na praça, famílias como a minha e a tua.

Por algum motivo, vem-me à memória a canção do Sting: “I hope Russians love their children too…”, cantava ele.

E, no fundo, todos os povos, todas as pessoas, querem ser felizes, querem criar os seus filhos, querem que eles cresçam saudáveis, seguros, que se concretizem em todo o seu ser.

E isso nada tem a ver com enquadramento político, religião. Debruço-me novamente sobre o varandim e tento absorver ao máximo tudo o que este momento me está a dar. Emociono-me!

Quando sinto que estou pronto, agradeço ao dono do restaurante e sigo para a praça, para ao pé do minarete.

Crianças andam de trotinete ou patins em linha, as meninas com os seus rabos de cavalo, adolescentes em grupos brincam e riem, ora em surdina, ora de modo bem audível. Namorados discretos comem gelados e os pais tentam vigiar os seus filhos naquele exercício que todos os que somos pais conhecemos bem.



Inspiro mais uma vez e despeço-me da praça e de todas aquelas famílias, seguindo para a fortaleza do Emir, agora iluminada.

Deparo-me com uma casa de “Italian Gelato” com bastante procura e, por breves momentos, viajo para a praça dos pescadores na Costa da Caparica.

Afinal, a distância que “nos” separa não são os cerca de 6200km que Lisboa dista de Bucara, é tão somente a distância que construímos dentro de nós.

E com esta lição de vida finda mais um dia...


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Dia 9 - Bucara - cidade sem maquilhagem

 Acordo ainda extasiado com tudo o que vivi ontem, mas com horários para cumprir, há que despertar e seguir viagem. Mais um fast and furious até à estação de comboios de Samarcanda.

Estação lindíssima, tranquila, com a particularidade de termos de passar a bagagem por controlo de raio-x. Dizem-me que tem a ver com receios de infiltrados que poderão ter passado a fronteira com o Afeganistão.


O comboio chega a horas, é similar ao nosso Alfa, mas sem o movimento pendular, o que me ajuda a conseguir ler notas que tinha sobre o próximo destino. Sim, sou aquela pessoa que estuda antes, durante e depois de vir de um destino!!!



Viagem de 1h30, tranquila, com o serviço de bar sempre a passar…ah, estou a viajar em classe turística/segunda classe, pois os monges nómadas são pobres por natureza!



A paisagem varia entre zona de deserto árido e zona de deserto populacional menos árido. Pontualmente aparece uma casa ou outra, mas nada mais.


Chegado a Bucara, noto de imediato que o clima é mais seco e quente. De toda a roupa que trouxe para todo o tipo de climas, roupa fresca é o que menos trouxe…não há-de ser nada!

Após uma negociação rápida de preço com o taxista começa a viagem relativamente fast e pouco furious até que de repente faz uma travagem brusca e encosta. Penso que algo se terá passado com o carro, mas não. O taxista simplesmente viu um amigo e parou para lhe dar boleia…nada mais simples!



O hotel em que faço check-in é excelente em termos de localização: mesmo em frente à fortaleza do Emir de Bucara e com uma decoração lindíssima.



Como já é hora de almoço, o mesmo decorre num restaurante ao ar livre, mesmo perto de uma mesquita onde se dá a oração da uma e pouco. A ideia é experimentar o “Plovv” de Bucara, o qual é supostamente diferente do de Samarcanda.

Aqui tenho o primeiro choque, fruto da minha ignorância, admito. Estamos em pleno Ramadão, estão a decorrer as orações e o restaurante está cheio como se nada me passasse.

Tinham-me dito que o Uzbequistão era um estado laico, mas pensava que fosse mais no papel do que na realidade. Não, não é. Se é muçulmano, pode jejuar no Ramadão ou não, pode ir às orações nas mesquitas ou não…não faz dele melhor ou pior muçulmano, explicam-me depois.

Entretanto, chega o Plovv, o qual está muito bom, mas não encontro diferenças entre o de Bucara e o de Samarcanda.


A guia de Bucara (Guljon) chega para começarmos o passeio da tarde. Começamos pela mesquita mesmo em frente ao restaurante. As orações já acabaram, mas por ser Ramadão não podemos entrar, pelo que aprecio a fachada com os seus pilares imensamente trabalhados.


Seguimos para uma estrutura que era um depósito de água que foi depois convertido para miradouro. O miradouro tem uma estrutura de ferro bonita, na qual entro e paro na bilheteira. Pago o bilhete para poder subir e reparo que, para além do elevador, existem umas escadas em caracol até ao topo. Como gosto de subir escadas (cada maluco com a sua mania), pergunto quantos degraus tem a escada. Sabem quantos tem? Pois, ninguém ali presente sabia: nem a minha guia, nem a pessoa que trabalha no miradouro e cuja única função é estar ali todos os dias. Sim, eu sei, ela está ali para vender bilhetes, não para contar degraus, mas caneco…uma vida inteira ali e nunca a criatura teve curiosidade de saber quantos degraus aquilo tem? Enfim…sigo pelo elevador de qualquer modo, pois aparentemente os turistas têm de usar o elevador. Consta que uma alemã uma vez caiu nas escadas e partiu algo (nela, bem entendido) e, a partir daí, nunca mais deixaram os turistas irem pelas escadas.

Alemães: a estragar a vida a toda a gente desde sempre!

A vista é bonita e aproveito para me inteirar da distância a que estou de várias cidades do mundo. Lisboa não consta. Não será a primeira vez...




De seguida partimos para visitar a fortaleza de Emir Timur, o Emir de Bucara. É um edifício enorme, bem conservado, onde podemos ver a prisão, a cavalaria e a zona de museu com vários artefactos até à revolução bolchevique, altura em que o Emirado acabou. Dizer ainda que este edifício albergava todo o aparelho administrativo com cerca de 300 trabalhadores em funções, pois o Emirado cobria um território enorme na Ásia Central como já expliquei noutra crónica.


Para além destas áreas visito o pátio onde decorriam recepções a visitantes e onde o Emir se sentava no seu trono.


Nessa altura, aproveito para fazer uma ascenção meteórica na vida e se ontem tinha sido monge nómada, hoje decido passar a Emir, provando que a ascensão social é como o Natal: é quando um Homem quiser!


Imbuído de uma grandeza enorme, a qual quase me dificulta a passagem pelos portões à saída, paro para tirar umas fotos do topo da fortaleza sobre a cidade.

Seguimos depois para a zona histórica onde a principal estrutura é a Praça de Reguistão de Bucara.

Mais uma vez fico parado a absorver toda a imponência, altura em que reparo que há toda uma beleza mais crua em Bucara, quando comparada com Samarcanda.

“Bucara é Samarcanda sem maquilhagem”, dizem-me…e é isso mesmo!

Uma das mesquitas tinha capacidade para 8000 pessoas e tem 280 cúpulas…é extraordinária, de facto…azulejos em relevo, belíssima!

Continuamos até à zona dos artesãos. Relembro que Emir Timur sequestrava os artesãos das cidades que conquistava e trazias-os todos para estas cidades para trabalharem até à sua morte. Nesta zona deparo-me com uma loja onde já há seis gerações se trabalham facas e espadas. O mais novo é o Sardor, o qual me pergunta num inglês bastante razoável de onde sou.

- Portugal? Desta vez a contagem não demorou um segundo…”Cristiano Rounaldo”. Pergunto-lhe se ele quer saber como se diz o nome do CR7 em Português e treinamos um pouco. No final, tiramos a foto para a posteridade, perante o sorriso enternecido do pai. São momentos destes que fazem toda a diferença e sentido para mim nestas viagens!

Continuamos para uma loja de bordados onde a artesã e o marido gerem um negócio familiar. Explicam-me as várias combinações de algodão e seda que podem fazer, com as texturas distintas que daí resultam. Existem peças fantásticas, efectivamente. Confesso que não resisti a comprar algumas!



Saímos…o dia vai longo e está na hora de dá-lo por terminado, pelo menos a parte diurna. Sigo para o hotel para descansar um pouco antes do jantar que tinha sido reservado num restaurante com ar pouco turístico, mas com uma vista nocturna que não viria a desiludir, mas sobre toda essa experiência falarei na próxima crónica. Para já, mais um dia terminado numa das mais belas cidades da Rota da Seda!

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Dia 8 de tarde – Samarcanda - cidade dos mil encantos

Depois de saciada a fome que não sabia que tinha, dirigimo-nos então para a Praça de Reguistão.

São as três belíssimas, mas a madraça da direita é a que me cativa mais pela sua história. Local onde não somente se aprendia o Corão, mas também todas as ciências. Na sua fachada estão o veado, o tigre e o sol. Significado: o veado representa o conhecimento e é um animal difícil de caçar, pelo que só os mais fortes tigres são capazes de caçá-los. O tigre representa o aluno, o qual, quando era dado como apto no final dos seus estudos, teria caçado o seu veado. Nessa altura, o sol, símbolo de um novo amanhã, nasce sobre o tigre.

Na entrada deparo-me com artesãos que trabalham pratos de metal, martelando e esculpindo arte nas suas faces. Uma panóplia de pratos e outras peças encontram-se expostas. Dizem-me que os aprendizes estão a trabalhar sob supervisão do mestre, o qual está mais afastado a um canto.

Começo a fazer perguntas sobre quantos dias demora um prato que me prende a atenção a fazer e dizem-me: dez dias de trabalho. As perguntas trazem o mestre até mim. Chama-se Lutfullo Ir Lutfi e diz-me com orgulho que já conheceu muitos dignatários estrangeiros, pois é muitas vezes escolhido para representar o que de melhor o Uzbequistão tem. Fala-me de Putin, de Kofi Annan…e os seus olhos viajam no tempo! Conversamos mais um pouco com a ajuda inestimável do Lochin e da Zarina, compro as peças que mais gostei e despeço-me desejando boa sorte para o mestre e para os seus aprendizes.

Entramos na praça e sou conduzido a uma outra loja onde me perguntam se quero experimentar o traje dos monges nómadas que percorriam toda a zona há vários séculos. Os monges nómadas não tinham bens terrenos alguns para além das suas roupas e pertences que traziam consigo, pelo que não me faço rogado a experimentar. Posso garantir que o traje é pesadíssimo e se, no inverno, creio que poderia ser muito útil por ser tão espesso, não consigo conceber usá-lo no Verão com temperaturas perto dos 50 graus, pois estavam 30 e eu fiquei a suar em pouco tempo de uso sem me mexer e à sombra. Depois do traje completo vestido, altura de tirar fotos para nos podermos rir todos um pouco. Se dúvidas havia, ficaram esclarecidas que não tenho, efectivamente, perfil para ser monge!

Passamos por mais artesãos de várias artes, artes que foram transmitidas ao longo dos séculos pelos artesãos que foram capturados pelo Emir Timur nas suas conquistas (sei que não precisam que vos relembre, pois são leitores atentos do blog…cof, cof…).

Continuamos a percorrer as madraças, as quais estão relativamente vazias, pois é sexta-feira à tarde, estamos no Ramadão e o turismo aqui ainda não arrancou verdadeiramente pós-pandemia. São belas peças de arquitectura e é fácil deixarmo-nos imergir na ambiência de paz e tranquilidade que emanam.

Finalizada a visita à Praça de Reguistão, altura de apanharmos mais um táxi Fast and Furious para o complexo de Shakhi Zinda, cidade de peregrinação islâmica na Ásia Central, uma espécie de Meca. E porquê uma espécie de Meca? Mais à frente lá chegaremos.

Chegando à entrada do complexo que alberga imensos mausoléus, deparo-me com uma escadaria, a qual tem uma história associada, o que não é de estranhar, como já devem ter reparado por esta altura. Antigamente, pelo facto de se fazerem peregrinações, cada peregrino tinha de citar uma parte do Corão a cada degrau. Existem várias lendas associadas a estas escadas, mas o costume actual diz que, crente ou turista, devemos contar o número de degraus ao subir e contarmos os degraus ao descer. Caso o número seja igual, estamos livres de pecados e podemos pedir um desejo.

Confesso que fiquei um pouco espantado com a facilidade com que se expiam os pecados por estes lados. É preciso estar muito grogue para não se conseguirem contar 40 degraus. E com o bónus de ainda se poder pedir um desejo. Por isso já sabem: se tiverem muitos pecados para expiar, basta vir aqui fazer um stepzinho e está feito…e ainda levam um unicórnio para casa!

Subida a escadaria, visito então os vários mausoléus, os quais são autênticas obras de arte, o que já é um lugar comum nesta cidade.

Chamo a atenção para o facto de as paredes serem esculpidas.



Mausoléu após mausoléu chego ao mausoléu de Kusam Ibn Abbas, primo de Maomé, o qual dele disse que “era de todas as pessoas, a que mais se parecia com ele de aparência, de carácter e de natureza”. Esta frase acabou por imbuir Kusam Ibn Abbas de uma aura divina, facto que está na base das peregrinações ao complexo, pois visitar o seu mausoléu é, depois de Meca, das maiores e mais importantes viagens que um muçulmano pode fazer.

Entro na zona onde está o corpo de Kusam Ibn Abbas e fico em silêncio. Sem que me aperceba, entra um imã na sala e pergunta de onde eu sou. É-lhe dito que sou de Portugal, sendo feito sinal para que nos sentamos. Assim o fiz e, quando dou por mim, estou a três metros do primo de Maomé com um imã a citar versos do Corão e com os dois guias a seguirem as citações com movimentos das suas mãos que eu desconheço por completo.

Sou inicialmente inundado por uma sensação de invasão de privacidade, como se estivesse a assistir a algo que não devia, mas respiro fundo e deixo-me transportar pelo som das citações e pelo simbolismo de tudo o que me rodeava. Acabado o ritual, o imã despede-se, altura em que pergunto o que havia sido dito.

- “Ele citou uns versos do Corão e desejou boa sorte ao homem de Portugal nas suas demandas”. Já não lhe pude agradecer, pois já tinha partido, mas sinto-me naquele momento um homem com efectiva boa sorte!

Ainda meio anestesiado pela experiência, chego ao topo de escadaria, preparado para iniciar a contagem de descida. Concentro-me, foco-me na tarefa e…não é que eram exactamente 40 degraus, tanto na descida, como na subida? Fantástico!!!!

Olha deixem cá pensar num desejo: já sei!

- Desejo que estas escadas sejam transportadas para Montalvo para que não precise de fazer mais de 6000km para expiar os meus pecados! Estou a brincar, todos vocês sabem que não tenho pecados para expiar, certo?

Saímos do complexo e vamos para o mausoléu de São Daniel. Desta vez a viagem é mesmo muito fast e muito furious num táxi com o vidro da frente rachado de uma ponta à outra, com direito a inversões de marcha em duplos riscos contínuos e mais uma panóplia de manobras “divertidas”.

São Daniel: figura sagrada para três religiões (cristianismo, judaísmo e islão), o que se não será único, será certamente muito raro. Este carácter especial está na base da lenda de que a cidade onde ele descansa nunca será conquistada. E a verdade é que todos os conquistadores sempre pouparam Samarcanda à destruição e ao saque. Dezoito metros de túmulo (ok, não o medi realmente!) guardam os seus restos mortais. E porquê tão grande? Alegadamente, para ser mais difícil destruir os seus restos mortais por um inimigo, pois não se sabe para onde disparar…alegadamente.


Antes de sairmos, visitamos uma árvore de pistáchio com 500 anos, a qual é muito visitada por ter secado e, depois de uma visita do Patriarca de Moscovo, ter voltado a ter ramos verdes (nunca me deixo de espantar com as razões porque algumas coisas/pessoas ganham notoriedade). Ao chegar à dita cuja, encontramos um grupo de senhoras de alguma idade que, muito animadas, nos pedem para lhes tirarmos uma foto. Perguntam de onde sou (como devem imaginar, eu destaco-me do resto dos frequentadores do local como um pinguim no deserto!), ao que lhes dizem que sou de Portugal….3, 2, 1…e nada. Não oiço “Cristiano Rounaldo” como de costume sempre que digo que sou de Portugal. De facto, tendo em conta a provecta idade das senhoras e o seu carácter religioso, se calhar não sabem quem é o rapazola.

Já está? Não, não está, diz-me o Lochin…agora vamos visitar a fábrica de papel de Samarcanda. Fábrica de papel? Eu vivo no concelho de Constância, tenho lá uma, obrigado…pois…este papel é diferente…mas diferente em quê…sigamos então!

Chegado ao local, deparo-me com duas senhoras a “despirem” manualmente ramos a grande velocidade e pergunto-me que estarão elas a fazer. Pois, estão a dar início ao processo de produção do papel. Do mesmo modo que aprenderam a fazer com um prisioneiro chinês há sete séculos, em Samarcanda replicam o processo na íntegra! Resumindo: descascar os ramos, cozer, prensar, purificar, secar, polir. Tudo manualmente, com a ajuda de uma prensa movida pelo ribeiro.




O resultado? Um papel que, ao invés do papel comum que aparentemente só dura cem anos, dura mil anos. A textura é completamente diferente e sinto-me tentado a comprar um bloco pequeno por 15€ como recordação até que penso: “mas para que quero eu um papel que dura mil anos se eu nunca sei onde guardei uns apontamentos escritos na semana anterior?” Tomo o chá gentilmente servido no final e dou o dia por terminado…ou quase.



O dia foi imensamente longo, mas extremamente rico em tantas, mas tantas experiências, aprendizagens e vivências que me sinto imensamente feliz…e, como dizia o imã, muito afortunado!

Amanhã será dia de seguir para Bucara, outra cidade da Rota da Seda. Mas, para já, repor energias que o cansaço e as poucas horas de sono começam a acumular-se.

Despeço-me com uma foto da Praça de Reguistão à noite, tendo lá ido de propósito depois do jantar só para a ver assim iluminada…digam lá que não valeu a pena o esforço extra :)